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Primeiros cuidados

Nossa ação é sempre na busca de prevenção aos acidentes e situações que possam provocar riscos às crianças. Mas precisamos também conhecer o que fazer para auxiliá-las caso algo inesperado aconteça. Vejamos algumas condutas essenciais ao bem estar da criança em algumas situações de risco:


Engasgo e aspiração de corpo estranho:

Corpo estranho é qualquer objeto ou substância que entra no corpo humano indevidamente. Pode ser através da ingestão ou colocado pelas próprias crianças nas cavidades (nariz, ouvido) do corpo, e apresenta maior risco quando é aspirado para o pulmão. Qualquer objeto pode tornar-se um corpo estranho no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é o engasgo. Isto acontece quando a criança está comendo ou com um objeto na boca, principalmente objetos com pequenas peças. Esta é uma das razões pelas quais não os recomendamos nas instituições de Educação Infantil. Estas situações ocorrem mais freqüentemente na faixa etária de um a três anos de idade. È preciso ter atenção especial na oferta de alimentos. A criança pequena ainda não controla adequadamente a mastigação e a deglutição, tornando o engasgo mais freqüente. Por esta razão, a oferta de alguns alimentos como amendoim, milho, pipoca, apresentam maior risco para a aspiração. Algumas recomendações são importantes para evitar aspiração de corpo estranho na alimentação: Ofereça alimentos em pedaços pequenos, de acordo com cada faixa etária; Ensine as crianças a mastigar bem os alimentos; Evite alimentos como sementes, amendoim, balas duras e outros que possam favorecer o engasgo; A criança deve alimentar-se sempre sentada. Não ofereça alimentos enquanto elas correm, andam ou brincam. *Como reconhecer o engasgo? Tosse persistente, chiado no peito, falta de ar súbito, rouquidão, lábio e unhas arroxeadas, são sinais sugestivos de que pode ter ocorrido aspiração de corpo estranho.


*O que fazer?

Técnica de desobstrução das vias aéreas. Crianças menores de um ano; Segure a criança com a cabeça mais baixa, apoiada em um dos braços, sobre a perna. Mantenha as vias aéreas livres.Dê cinco percussões com a mão nas costas (entre as escápulas). Após, vire a criança de barriga para cima e dê cinco compressões no tórax.Repita estas manobras até que a criança consiga expelir o corpo estranho. (MANOBRA DE HEIMLICH)


Se você conseguir visualizar o corpo estranho na boca da criança, retire-o com cuidado. Não coloque o dedo na boca às cegas, pois pode empurrar o corpo estranho para regiões mais baixas das vias aéreas e piorar o quadro de obstrução.


Maiores de um ano:

Posicione-se por trás da criança e aplique pressão abaixo das costelas, com sentido para cima, até que o corpo estranho seja deslocado das vias aéreas para a boca e expelido. Não comprima as costelas. (MANOBRA DE HEIMLICH)


Queimaduras

Todas as queimaduras devem ser tratadas imediatamente. Em muitos casos elas são dolorosas e deixam seqüelas. A queimadura por líquido quente é a principal causa em crianças menores de cinco anos, logo, a preservação é a medida mais eficaz. Preparo do banho: a temperatura ideal para o banho do bebê deve ser testada com a face interna do antebraço do educador, antes de colocá-la na banheira. A criança maior não deve regular a temperatura do chuveiro ou da água da banheira sozinha. Não esquente as mamadeiras no forno micro-ondas, pois há riscos graves de queimaduras da boca e da garganta.Verifique a temperatura dos alimentos antes de oferecê-los. Tomadas e fios desencapados representam risco de choque elétrico. Cozinha não é lugar de criança. Álcool e outros combustíveis devem estar longe do alcance das crianças.


Primeiros cuidados:

Até que se tenha atendimento médico, algumas medidas são importantes: Retire as roupas que cobrem a área queimada.Se a roupa estiver grudada, lave a região com água limpa até que o tecido possa ser retirado delicadamente sem aumentar a lesão. Coloque na área queimada água limpa e fria, porém não gelada, para aliviar a dor. Esta vai limpar a ferida, diminuir a dor e reduzir a formação do edema posteriormente. Envolva a região em pano limpo e procure atendimento médico. Não use gelo nas queimaduras, não fure as bolhas, não coloque qualquer substância em cima da queimadura sem orientação médica, pois pode favorecer infecção. No caso de queimadura elétrica, desligue o interruptor, remova a criança do condutor, verifique os sinais vitais (respiração, pulsos), resfrie as lesões com água fria e encaminhe ao serviço médico.


Quedas

As quedas são as principais causas de atendimento de crianças de 0 a 9 anos de idade nas unidades de saúde. Cair faz parte do desenvolvimento da criança, porém medidas de prevenção são importantes para evitar acidentes graves. A supervisão de um adulto é essencial, pois a maioria das quedas está associada á ausência de um cuidador. Ao atender uma criança mantenha-se calmo para passar tranqüilidade para ela. Observe a altura de onde a criança caiu, a região do corpo que recebeu o impacto da queda, o local aonde a criança caiu e como a criança está reagindo. Sonolência, desorientação, estrabismo, pupilas de tamanhos desiguais, saída de líquido ou sangue pelo nariz ou ouvido, vômitos, são sinais de gravidade, necessitando entrar e contato com serviço médico para remoção da criança.


Convulsão,

As convulsões são um transtorno neurológico súbito e transitório. Convulsão pode ser um sinal de várias doenças. A causa mais comum de convulsão entre crianças de 6 meses a 5 anos é a febril.Esta geralmente dura poucos minutos e cessa sem necessidade de medicamentos específicos. No momento da convulsão, a criança pode apresentar-se de várias maneiras: Olhar alheio ao meio, virada de olhos, movimentação de mãos e pés, piscar de olhos, tremores, lábios e extremidades arroxeadas, entre outros. Após a convulsão a criança pode voltar ao normal rapidamente ou ficar sonolenta. Como a crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante para quem está observando, a pessoa que vai atender a criança deve manter-se calma. Medidas de proteção para a criança devem ser realizadas no momento da crise:

• Deitar a criança evitando quedas e traumas;

• Afrouxar as roupas;

• Observar a respiração;

• Proteger a cabeça da criança com a mão, roupa ou travesseiro;

• Lateralizar a cabeça para evitar que a criança aspire saliva ou vômito;

• Limpar as secreções que se acumulam na boca para facilitar a respiração, porém não coloque o dedo dentro da boca da criança, pois esta pode feri-lo;

• Não ofereça nada pela boca (líquidos, remédios) no momento da crise. Entre em contato com um serviço de emergência para posterior atendimento e orientação.


OS ACIDENTES MAIS FREGUENTES DE ACORDO COM A IDADE

• 0 a 1 ano - quedas (trocador, cama, colo), asfixia aspiração do corpo, engasgo, intoxicação, queimaduras;

• 2 a 4 anos – quedas, asfixia, sufocamento, afogamento choque elétrico, intoxicações.